05/05/2011 - 16:41
A Aliança Administradora também apóia o Dia Nacional de Prevenção e Combate a Hipertensão Arterial
Nesta terça-feira, 26 de abril, o Brasil volta sua atenção para um problema que atinge cerca de 25% de sua população: a hipertensão arterial. O Dia Nacional de Prevenção e Combate a Hipertensão Arterial, instituído por lei em 2002, tem o objetivo de conscientizar a população sobre o diagnóstico preventivo e o tratamento da doença, e a Aliança Administradora de Benefícios de Saúde apóia essa iniciativa.
Conhecida como pressão alta, a hipertensão é uma doença crônica que não tem cura, mas que pode ser tratada e controlada. Além de causar ataques cardíacos e derrames, em alguns casos a doença é assintomática e a pessoa desconhece que é portadora do mal. Por isso, a prevenção é a palavra chave para quem não deseja sofrer deste mal.
Tipos de hipertensão
Existem dois tipos de hipertensão arterial (HA): hipertensão primária e secundária. A HA primária caracteriza-se por não apresentar uma causa conhecida, enquanto na HA secundária já é possível identificar uma causa para a hipertensão, como por exemplo problemas renais, problemas na artéria aorta, tumores (feocromocitoma) e algumas doenças endocrinológicas.
Diagnóstico
O ideal é medir a pressão pelo menos a cada seis meses, ou com intervalo máximo de um ano. Assim é possível se diagnosticar a doença tão logo ela surja. A recomendação se aplica também às crianças, a partir dos três anos de idade. A pressão considerada normal está abaixo de 13 por 8,5. A faixa de risco está entre 13 por 8,5 e 13,9 por 8,9. É diagnosticado como hipertenso, todo indivíduo que tenha pressão igual ou acima de 14 por 9. Para essas pessoas, a verificação da pressão deve ser muito mais freqüente para o controle adequado da doença.
Prevenção
Uma das principais medidas para prevenir o avanço da hipertensão é a redução do consumo de sal. Pensando nisso, no último dia 7 de abril, o Ministério da Saúde fechou acordo com a indústria de alimentos para reduzir o teor de sódio (cerca de 40% do sal é composto de sódio) em 16 categorias de alimentos processados, como massas instantâneas, pães e bisnagas, nos próximos quatro anos.
5 passos para reduzir o consumo de sal:
1. Use o mínimo de sal no preparo dos alimentos, substituindo-o por temperos naturais como alho, salsinha, cebola, orégano, hortelã, limão, manjericão, gengibre, coentro e cominho;
2. Evite temperos industrializados como ketchup, mostarda, molho shoyu e caldos concentrados. Atenção para o aditivo glutamato monossódico, utilizado em alguns condimentos e nas sopas de pacote;
3. Cuidado com as conservas como picles, azeitona, aspargo, patês e palmito, enlatados como extrato de tomate, milho e ervilha – alimentos conservados em sal e os salgadinhos como batata frita, amendoim salgado, cajuzinho.
4. Evite carnes salgadas como bacalhau, charque, carne-seca e defumados;
5. Evite o deixar o saleiro à mesa.
FONTES: Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Hipertensão